Seminário: Pré-sal e o futuro do Brasil
23 de setembro de 2009 / 09:43
O “Seminário Pré-sal e o Futuro do Brasil” continuou nesta quarta-feira (23/9) com transmissão ao vivo pelo Blog Fatos e Dados. O evento foi promovido pelo Correio Braziliense e Estado de Minas (Diários Associados).
Confira a repercussão do seminário na imprensa
| Petrobras busca maximizar produção | Jornal do Commércio |
| Árabes e Chineses interessados no pré-sal | Correio Braziliense |
| Dilma defende monopólio da Petrobras no pré-sal | O Estado de São Paulo |
| Pré-sal: plataformas serão feitas no país | O Globo |
| Exploração de petróleo no pré-sal vai favorecer indústria naval | Extra |
| Setor privado já aceita partilha | Jornal do Brasil |
| Percentual destinado à União será critério para escolha de consórcios | Valor Econômico |
| Petrobras fará gasoduto entre Tupi e o continente | Folha de S.Paulo |
Leia o resumo do seminário
Ministro Lobão abre segundo dia do seminário Pré-sal e o Futuro do Brasil
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, abriu o segundo dia do seminário Pré-sal e o Futuro do Brasil, nesta quarta-feira (23/9) em Brasília (DF). Lobão ressaltou que o novo cenário exigirá esforço de pesquisa da Petrobras e das outras empresas, mas que o desafio “será vencido”, gerando uma oportunidade de crescimento para a indústria nacional. Lobão falou sobre a capitalização da Petrobras.
“A capitalização permitirá à Petrobras aumentar sua capacidade de investimento e obter novos recursos no mercado financeiro”, apontou. Ao falar da proposta de criação do Fundo Social, Lobão ressaltou que a riqueza a ser gerada pelo pré-sal pertence à União e por conseqüência ao povo brasileiro. “É fundamental que o governo possa gerir os recursos”, defendeu.
Citando o bom momento econômico vivido pelo país, Lobão afirmou que o caráter estratégico das riquezas do pré-sal justifica a criação da Petrosal e uma maior participação da Petrobras. “Temos que ter em conta que o petróleo é uma reserva estratégica tanto aqui como em qualquer parte do mundo. É fiel da balança geopolítica. Com essas considerações justifica-se a criação de uma empresa estatal que vai permitir gestão política do pré-sal e maior participação da Petrobras na exploração”, disse Lobão, ressaltando que a Petrobras detém o conhecimento das bacias sedimentares brasileiras.
O evento tem como objetivo discutir pontos da proposta de novo modelo regulatório de exploração e produção do petróleo, como a implementação do modelo de partilha e a atuação da Petrobras como operadora única de todos os campos do pré-sal.
Petrobras discute pré-sal em seminário
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo, parlamentares e membros da sociedade civil falaram nesta terça-feira (22/9) no seminário Pré-sal e o Futuro do Brasil, em Brasília. O evento tem como objetivo discutir pontos da proposta de novo modelo regulatório de exploração e produção do petróleo, como a implementação do modelo de partilha e a atuação da Petrobras como operadora única de todos os campos do pré-sal.
Gabrielli frisou que não há nenhum grande problema tecnológico que possa inviabilizar a exploração do pré-sal. Segundo ele, a Petrobras já tem a tecnologia necessária. Gabrielli afirmou ainda que a Companhia já está desenvolvendo tecnologia para tornar possível a liquefação do gás produzido a longas distâncias da costa. Gabrielli disse que a exploração do pré-sal é viável e será ainda mais rentável à medida que a produção aumente.
Na abertura do evento, a ministra Dilma Rousseff disse ter certeza de que as reservas do pré-sal têm um volume imenso que pode levar o Brasil a se transformar numa das grandes potências petrolíferas do mundo. Ela ressaltou que as condições são extremamente favoráveis. “As reservas encontram-se num país com estabilidade social, política e econômica muito significativa. Somos um país que está maduro ao descobrir essas imensas jazidas e temos o controle da tecnologia”, comentou. Dilma frisou que a escolha da Petrobras como operadora de todos os blocos foi considerada fundamental pelo governo. “A operação de um campo leva a conhecimentos estratégicos. Isso permite que haja um controle do país ao explorar essa riqueza”, completou.
O professor Helder Queiroz, do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), destacou que um dos grandes mitos do pré-sal refere-se ao modelo apresentado pelo governo, em discussão na Câmara. “Não existe evidência empírica de que o regime de concessão é melhor do que o de partilha. É o desenho do marco regulatório que vai apontar as vantagens. Também não é um modelo de país subdesenvolvido ou desenvolvido. Existem no mundo afora vários exemplos de regimes híbridos”, expôs.
Para o senador Delcídio Amaral (PT/MS) , é possível a convivência dos sistemas de concessão e partilha, tal como o governo defende nos projetos. Para ele, é fundamental que o governo garanta ao investidor, especialmente o estrangeiro, o cumprimento dos contratos. Daí a importância da definição do marco legal conforme os projetos de lei encaminhados pelo governo ao Congresso. O senador disse que acredita que o Brasil caminha para um investimento muito seguro. “O retorno virá”, afirmou.
Para o senador Aloizio Mercadante (PT/SP), a grande questão no debate do pré-sal é transformar a riqueza econômica numa riqueza social. Mercadante disse que é necessário que o país tenha um controle estratégico sobre o pré-sal e o defendeu modelo de partilha. “Estamos discutindo um projeto de nação, o que queremos para o nosso país no futuro, e não uma questão eleitoral”, defendeu. O senador acredita que o modelo proposto pelo governo vai “gerar uma sociedade do conhecimento”, com o aproveitamento dos recursos na área de educação e na geração de renda em setores que não dependem do petróleo. Mercadante defendeu a capitalização da Petrobras e a garantia de participação da empresa, nos moldes propostos pelo governo.
Categorias: Informe













24 de setembro de 2009 às 22:00
O pré-sal deve ser uma alternativa para o desenvolvimento do país, desde que seja feito de forma sustentável. O Presidente Lula deveria começar a ter pulso firme e deixar de fingir que não vê os golpes que vem sofrendo dos seus “companheiros”.
24 de setembro de 2009 às 15:37
África do Sul, o maior produtor de diamantes do mundo, sofre com a miséria.
Por quê? Por produzir diamante ou por exportá-lo em bruto para Europa, onde vira jóias caríssimas?
24 de setembro de 2009 às 15:34
Barril de petróleo cru em Londres (+/-): US$ 70.
Se refinada, essa quantidade (159 litros)de petróleo pode render quanto?
Tal diferença de ganhos, qualquer que seja ela, é argumento a apresentar aos que ainda não entenderam a necessidade do controle estatal, pela União, sobre a matéria-prima, ou seja: temos que exportar produtos acabados e não o petróleo cru.
24 de setembro de 2009 às 13:20
Prezados Senhores, minha lógica é limitada à atitudes de futuro apenas. Neste caso completamente incompatível com essa oposição retrograda. Seria agradecido caso minha opinião futurista fosse concebida: Para minimização da violência em nosso país sugeriria vinculação à causas sociais nos frutos inclusive do pré-sal.
24 de setembro de 2009 às 10:58
PRÉ-SAL : um parente do interior de são paulo (território da veja e do estadão)me pergunta do pré-sal. penso que consegui esclarecê-lo das vantagens para o país de sua existência e do seu contrôle pela união. qundo você enxerga um pouco de como as pessoas meis ou menos interessdas são aculturadas pelas mídias sobre o assunto, vê-se uma grande sombra e incerteza / insegurança adquirida pelos cidadõs. algo que só as ”majors” podem proporcionar ao povo brasileiro. quanto ao povo da indústria paulista, percebe-se a tradicional inércia e distância do assunto.
quase ninguem eleva a participação das universidades, tema que deve ser extensivamente promovido. enfim, quais os impactos positivos ao longo do tempo e oe esperados e em implementação, a mineração do óleo feze faz e fará ao país ? divulguem. pode até virar ”moda”.
24 de setembro de 2009 às 09:33
O problema da extração de reservas do pré-sal é essencialmente político, porque trata de interesses coletivos conflitantes.
No plano internacional está caracterizada a disputa entre os dois campos, com a OCDE e as empresas internacionais de um lado, e do outro a OPEP com as empresas estatais.
E no Brasil, o que faremos? Qual é a forma de exploração do pré-sal que melhor atende a sociedade brasileira? Como distribuir os benefícios desta riqueza entre as diversas regiões do país?
Os custos para garantir a segurança deste patrimônio são de responsabilidade da união. O presidente Lula está re-equipando as forças armadas nacionais de modo a fomentar o desenvolvimento tecnológico e, sobretudo, o econômico-social do país.
22 de setembro de 2009 às 11:04
Isso sim é democracia e não informações subliminares que enganam o povo !